4 MAIORES LIÇÕES DA VIDA PROFISSIONAL

Você pode ler o texto abaixo ou assistir o vídeo sobre este assunto no Youtube!

O momento mais crítico que eu vivi na minha carreira profissional foi em 2010/11, por volta disso, quando eu percebi que meu trabalho não estava mais fazendo sentido profundo pra mim. Fazia poucos tempo que havia saído de um importante cargo de uma grande empresa e aberto meu negócio. 

Eu era consultora, publicitária, pesquisadora, professora e trabalhava com dezenas de empresas, pessoas e realidades diferentes, cerca de 18h por dia e não entendia o vazio que eu estava sentindo.

Meu trabalho de consultoria na época era de marketing, eu tinha experiência, vontade e conseguia realmente ajudar as empresas a mudar seus números. Os resultados era muito visíveis, os clientes estavam felizes. Mas algo estava errado, pois eu não me sentia levando parte dos meus valores para as organizações, não me sentia muito próxima das pessoas nas suas demandas profissionais e até pessoais mesmo. E isso não estava me deixando feliz.

Eu era formada em humanas, mestre em exatas. Bem, não sei se esta é uma informação relevante, mas pra mim mostra que eu já testava alguns caminhos.

Foi aí que eu comecei a minha busca por algo que eu não sabia exatamente o que era, na verdade. Mas comecei a buscar. 

Viajei, tive essa possibilidade através das minhas economias, que foram todas absorvidas por cursos e mais cursos nessa época. Fui pra Europa, estudei na The School of Life, na Schumacher College, aqui no Brasil Perestroika, Escola de São Paulo, li livros, vi vídeos! Conversei e desabafei muito com pessoas e grupos que conhecia e que me identificava.

E eu realmente encontrei o que eu queria na teoria. E testei, na prática.

Vamos para o meu tesouro pessoal de mudança, então.

LIÇÃO 1 – TUDO PRECISA DE UM PORQUÊ, DE UM PROPÓSITO 

A primeira grande lição foi descobrir que a coisa mais importante de tudo nessa vida é ter um porquê, seja na vida pessoal, trabalho ou para um marca e empresa.

Ter conhecido a teoria de Simon Sinek, na qual ele investiga as razões para algumas marcas e personalidades conquistarem seguidores e fazerem a diferença no mundo, e outras não, foi particularmente instigante.

Depois de descobrir o que faz parte do pensamento (consciente ou não) que motivou grandes líderes e empresas em seus discursos, a gente muda nosso raciocínio.

A grande questão aqui é partir para a desconstrução. Estamos acostumados a pensar o que faremos, como faremos na vida, mas não pensamos profundamente no porquê faremos. Qual nossa causa, nosso propósito? 

Por exemplo: abrir um negócio, uma marca. Qual o primeiro pensamento? “O quê será feito”, de acordo com nossas vontades de empreendedor. Também “como será feito”, onde, com quais recursos. 

Segundo o Golden Circle, o grande sucesso de empresas, marcas e líderes é pensar antes: porque vamos implementar tal ideia ou negócio. 

As pessoas querem seguir grandes propósitos, grandes causas, e não argumentos racionais. Ninguém se entrega a um processo, se entrega a uma emoção, seguem grandes causas com o coração, não com a razão.

E Simon Sinek explica toda esta teoria com base no estudo do cérebro. Incrível.

Para você conhecer mais, você pode ler o livro “Comece pelo Porquê“ e o TED do autor, que eu super recomendo: https://www.youtube.com/watch?v=l5Tw0PGcyN0

Como é na prática? As empresas com as quais trabalhei absorvem muito bem a ideia deste conceito. Mas encontrar o porquê não é assim tão fácil e precisa de um certo tempo e amadurecimento. Mas o que muda mesmo, é a forma de pensar o negócio, e isso não tem volta.

E, parece que o porquê está em tudo! Estou lendo o livro de Elisabeth Gilbert “Big Magic”, e ela já abre falando sobre como a criatividade precisa de um porquê para existir e fazer sentido em nossas vidas. A criatividade! No contraponto, fui numa palestra com JT Foxx na semana passada, e o coach de riquezas número 1 no mundo afirmou que precisamos de um porquê na vida e nos objetivos, pois “o “porquê” é transforma e o “como” é apenas um processo.”

LIÇÃO 2 – A INOVAÇÃO DEVE LEVAR AO BEM COMUM

A inovação consciente é um termo conheci junto ao Lourenço Bustani, então diretor da consultoria Mandalah. Para mim, uma referência desde 2011.

O que mais marca esta teoria é pensar que não basta inovar, mas sim, inovar para o bem comum.

Ou seja: pensar a “inovação para além de gerar lucro, mas para deixar algum legado positivo para as pessoas e para o mundo em que vivemos”.

E isso é incrível, nos permite aplicar nosso coração no trabalho.

Como é na prática? Confesso que não pode ser um primeiro argumento pra se vender em qualquer empresa, pois a maioria não está preparada, mas felizmente muitas já percebem isso.

Então, buscava junto à minha intuição o melhor momento para encaixar esta teoria na cultura das empresas. 

Ela não engajou todos, mas uma boa parte das parcerias que tive, sim. O problema é que sempre os resultados financeiros acabavam ganhando maior espaço, sem perceber que se não for bom para as pessoas, as pessoas também não darão o seu melhor e os resultados financeiros podem cair também. E muitas vezes, a busca pela consciência maior se perdeu. Mas ao final, as reflexões sempre deixaram um rastro e um pouco de evolução por onde passaram, acredito.

LIÇÃO 3 – A IMPORTÂCIA DE OUTROS RECURSOS PARA AS EMPRESAS, NÃO SOMENTE O LIMITADO FINANCEIRO

Não é somente o dinheiro que movimenta empresas, isso é fato. Mas o que mais gera energia para os negócios realmente acontecerem, de forma a não dependerem unicamente do recurso financeiro (que são escassos)?

Ai é onde entra a economia criativa. Ela revela novas possibilidades de utilização de recursos para os negócios. No Brasil essa economia já movimenta bilhões.

Eu acredito que a Economia Criativa seja disruptiva, a partir do momento que ela valoriza o que é novo, valoriza outros recursos e não só o dinheiro, valoriza novas ideias, cultura, criatividade. E acaba impulsionando a Inovação e a sustentabilidade no Planeta.

E assim, ela acaba misturando valores financeiros (“grana”) e valores culturais e entrega mais valor aos produtos e serviços. 

Mas o que me tocou mesmo, foi a leitura incrível e a teoria da Lalá Dahenzelin. Ela se chama “Fluxonomia dos 4D”, e traz as dimensões: cultural, ambiental, social e financeira e como gerar negócios e futuros possíveis a partir delas.

Incrível! Pra você ir direto a essa fonte, vou deixar o link: https://www.youtube.com/watch?v=HoAi9jjm43w

Como é na prática? Ela é inspiracional, traz novas possibilidades para a empresa, especialmente junto ao momento de crise que vivemos. Ela permite sair do padrão aceito, para tornar o criativo, o mais bem pensado, em algo cool. E isso faz toda a diferença não só para a empresa, mas para o melhor aproveitamento dos recursos na prática. 

LIÇÃO 4 – PENSAR SOLUÇÕES PARA O CONSUMIDOR DE FORMA PRÁTICA

Design Thinking é um processo que busca novas soluções em produtos e serviços, focando o consumidor durante todo o processo.

Para mim o Design Thinking foi uma forma de revitalizar o Marketing tradicional que eu tanto aplicava. 

E, mais que uma ferramenta, foi uma forma de redimensionar minha visão de mundo, realmente.

Os principais aprendizados na prática: 

  • Trazer pessoas que não são especialistas para a discussão. Isso pode fazer com que as perguntas se tornem mais simples e as soluções também.
  • Antes de qualquer trabalho, precisamos deixar de ser ingênuos, pesquisar muito e deixar toda a equipe envolvida com o mesmo nível de conhecimento e alinhamento dos conceitos e contexto. 
  • Testar produtos e serviços em ambiente “de laboratório” antes de investir realmente na sua implementação.

Tudo no Design Thinking é perfeitamente aplicável na prática. Eu, me baseio nas suas etapas e busco soluções para qualquer coisa, a partir delas. Isso vale pra planejamentos, novos produtos, trabalhos em workshops de inovação, e o que mais eu fizer. Me apeguei e não largo o Design Thinking, por nada!

Bem, estes foram meus 4 “salvadores de sentido” na vida profissional! E super úteis na prática também, apesar de desafiadores.

E o mais interessante: eu uso todos eles em conjunto, não só no meu trabalho, mas no meu dia a dia. Com eles busco porquês mais criativos e com mais método para a vida.

Se algum fez sentido pra você, o ideal é aprofundar os estudos nele. Inclusive eu tenho muitas dicas, basta me pedir.

Então me fala ai: você já conhecia essas teorias? Como você se relaciona com elas? Tem mais alguma que você queira compartilhar com a gente? Então deixa nos comentários!


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